Pesquisadores encontraram parte do crânio de Luzia o fóssil humano mais antigo do Brasil

Publicado Por: Museu da Unicap
19 out 2018
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Pesquisadores do Museu Nacional encontraram parte de um fóssil que eles acreditam ser de Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas, em entrevista com a GloboNews. A expectativa de que parte do material tenha se salvado surgiu no dia 5 de setembro, quando um bombeiro do Quartel Central, que trabalhava no rescaldo do incêndio que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, disse ter encontrado fragmentos de um crânio no espaço onde a peça estava guardada. Naquela ocasião, porém, a arqueóloga Cláudia Rodrigues, ex-diretora do Museu Nacional, preferiu ser prudente e afirmou que serão necessárias análises técnicas intensas para fazer a confirmação.

Desde o incêndio, funcionários do museu e a comunidade científica estão mobilizados em busca das coleções científicas. Um dos grandes elementos, é o crânio de Luzia, nome dado, a um fóssil de uma mulher encontrado em Lagoa Santa, MG e que data de mais de 11 mil anos.

As coleções de arqueologia e antropologia biológica do Museu Nacional perderam outras peças importantes, além de Luzia. O fogo destruiu itens remanescentes de povos botocudos e guajajaras, vítimas de genocídio pelos brancos. Levou também os de culturas pré-históricas dos sambaquis do litoral, em especial os do estado do Rio. Já se sabe que toda a coleção egípcia, um dos símbolos da instituição, virou cinzas, assim como a maior parte dos 20 milhões de itens do acervo. Uma perda do patrimônio do passado com impacto no conhecimento do futuro.

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