Descoberta de como a peste negra afetou o meio rual do Reino Unido

Publicado Por: Museu da Unicap
17 abr 2020
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Durante meses, a peste negra assolou a Europa, matando milhares de pessoas, sendo considerada uma das maiores epidemias já relatadas no mundo. No Reino Unido, estima-se que tenha eliminado metade da população durante aquele período e apesar disso, não é tão comum que se encontrem cemitérios da época. Um estudo recente publicado na Antiquity, da Universidade de Cambridge, apresenta a descoberta de um cemitério no condado de Lincolnshire, no leste da Inglaterra, onde foram achados aproximadamente 48 corpos, entre homens, mulheres e crianças. A partir do radiocarbono foram datados do século XIV. A identificação positiva da bactéria Yersinia pestis, nos remanescentes sugere que estes tenham morrido de Peste Negra. O sítio representa o primeiro registro de cemitério de Peste Negra em um contexto não urbano, e comprova a evidência de um grande impacto da epidemia em comunidades rurais.

É difícil subestimar a devastação causada pelo aparecimento da chamada Peste Negra, ou segunda pandemia de grande praga, na Inglaterra entre 1348 e 1349. Até o momento, a evidência arqueológica desse desastre, pelo menos na Inglaterra, é relativamente pequena. Está bem documentado que, em Londres, dois cemitérios de emergência foram abertos especificamente para gerenciar o grande número de mortos em pragas. Escavações arqueológicas em East Smithfield confirmaram a presença de um desses cemitérios, iluminando como as autoridades urbanas lidavam com a crescente emergência, principalmente através do uso de valas comuns 

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