Professora do curso de Medicina da Unicap pesquisa novas moléculas candidatas a medicamentos - Unicap
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Professora do curso de Medicina da Unicap pesquisa novas moléculas candidatas a medicamentos
Antes que um medicamento possa ser utilizado em tratamentos realizados em uma unidade de saúde ou encontrado em prateleiras de farmácias, são necessários muitos anos de pesquisas, testes rigorosos e volumosos investimentos financeiros. Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), um grupo ligado ao curso de Medicina pesquisa moléculas que no futuro podem ser a esperança para combater algumas doenças.
Liderado pela professora Shalom Pôrto, o Grupo BioFarma é vinculado à Escola de Saúde e Ciências da Vida e desenvolve a linha de pesquisa "Planejamento e Aplicação de Novas Moléculas Candidatas a Fármacos". "Eu comecei a trabalhar nessa linha de pesquisa desde a minha entrada como estudante na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1996. Então foram quatro anos durante a iniciação científica, dois anos de mestrado e outros quatro de doutorado. Quando eu me tornei professora, eu dei sequência a esse tipo de estudo", lembra a professora.

Com oito anos de pesquisas já realizadas, o grupo já apresentou resultados promissores com moléculas que poderão ser utilizadas no tratamento de altos níveis de gordura na corrente sanguínea - hiperlipidemia. "Nós temos moléculas com potencial anti-hiperlipidêmico, muitas moléculas com atividade antiinflamatória e analgésica, e com baixa toxicidade. No caso das moléculas com atividade anti-hiperlipidêmica, a gente sabe que, depois da chegada das estatinas, as pesquisas praticamente pararam. Então nós estamos investindo em novas moléculas que tenham também o mesmo potencial das estatinas de um modo geral", conta a pesquisadora.
Outra área pesquisada pelo grupo é a produção de moléculas com potencial antifúngico. "Já sintetizamos várias séries de moléculas com vários potenciais. Uma importante contribuição é para atividade antifúngica. A gente tem uma série que se mostrou muito efetiva e uma delas em especial. Inclusive, iremos fazer o pedido de patenteamento", revela a professora do curso de Medicina.

"Os alunos que participam do meu grupo de pesquisa saem com várias habilidades trabalhadas e desenvolvidas. A participação do estudante no grupo vai contribuir muito para a formação acadêmica. E, de repente, algum deles pode despertar para a pesquisa. Além de sair da Unicap com a formação acadêmica escolhida, o estudante sai também com a formação para se tornar um pesquisador ou seguir a carreira acadêmica", pontua Shalom Pôrto.
Importância da pesquisa
Os trabalhos realizados pelo Grupo BioFarma seguem até a chamada fase de ensaio pré-clínica, quando os pesquisadores realizam testes em laboratórios com situações artificiais e animais de experimentação. "Trabalhamos com ensaios pré-clínicos, então a gente não tem como aplicar no modelo ser humano, porque a gente precisa de investimento e o investimento ainda é difícil de ser conseguido", explica a pesquisadora.

Apesar de algumas de nossas moléculas já estarem encaminhadas para patente, a pesquisa científica no Brasil ainda esbarra na falta de investimentos. "São pesquisas que requerem financiamento, não é fácil trabalhar com isso, tem custo elevado, mas é uma pesquisa muito gratificante porque a gente sabe que, no futuro, essas moléculas, uma vez catalogadas, uma vez publicadas, elas podem ter uma aplicação biológica mais efetiva", finaliza Shalom.
Seleção para o grupo de pesquisa
Para entrar no grupo de pesquisa liderado pela professora Shalom Pôrto, os estudantes precisam passar por três etapas. A primeira é a análise do currículo Lattes e do Histórico Escolar. Em seguida, o candidato passa por uma entrevista com perguntas direcionadas. Na última fase, o aluno deve apresentar um artigo científico para uma banca formada por Shalom Pôrto e outros alunos que já participaram do projeto.
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