Publicado Por: Alessandro Douglas

Empresários de Curitiba assinaram um  documento que pede medidas mais enérgicas contra a expansão da Covid-19. A carta elaborada e assinada por 93 proprietários de estabelecimentos comerciais solicita que os governos municipal e estadual tomem medidas mais rígidas e preventivas para mitigar os efeitos do coronavírus garantindo a sobrevivência econômica da gastronomia de Curitiba.

Assim surgiu o Movimento Fechados Pela Vida, que envolve o Ministério Público do Paraná (MPPR), a Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR) e Defensoria Pública da União (DPU). Juntos, iniciaram uma Ação Civil Pública conjunta contra uma resolução do Município de Curitiba que autorizou retomada de atividades não essenciais na capital paranaense.

Hoje são mais de 150 estabelecimentos comerciais que integram o movimento, entre eles, bares, restaurantes, casas noturnas, cafés, salões de beleza, pet shop, centros de tratamento, entre outros. Estes empresários entendem que não são eles que devem determinar o que é melhor para a saúde das pessoas e, sim, as autoridades de saúde competentes.

No mesmo dia em que a Ação Civil Pública foi iniciada, Curitiba acumulou, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 651 casos positivos para o COVID-19, 26 óbitos e 136 casos em observação além de 483 pessoas liberadas do isolamento. Os números não param de crescer desde a liberação prematura, do retorno das atividades não essenciais na cidade.

Os requerentes destacam o manifesto do movimento Fechados Pela Vida, do último dia 16 de abril, que ressalta a importância da não flexibilização do isolamento antes do recomendado pelas autoridades de saúde.

No pedido, os órgãos pedem também que o Município se abstenha de adotar qualquer outra medida que venha a autorizar ou incentivar o funcionamento de atividades e serviços tidos como não essenciais, sem a prévia apresentação e comprovação de justificativas técnicas fundamentadas em evidências científicas e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde (MS) e Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, e que sejam respeitadas as determinações, enquanto durar o estado de emergencial da saúde pública de importância internacional, devido a pandemia da Covid-19.

Leia a carta na integra pelo link: bit.ly/FechadosPelaVida

Materia: Wilma Santos

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