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Anistia Internacional lista 32 violações de direitos humanos e retrocessos nos mil dias do governo Bolsonaro

Anistia Internacional lista 32 violações de direitos humanos e retrocessos nos mil dias do governo Bolsonaro
A Anistia Internacional listou mais de 30 violações de direitos humanos e retrocessos que ocorreram nos mil dias do governo do presidente Jair Bolsonaro.
De 1° de janeiro de 2019 até o momento: mil dias de Jair Bolsonaro na presidência. O relatório da Anistia Internacional, divulgado nesta sexta-feira (24), levanta 32 ações do governo que resultaram, segundo o documento, em perdas de direitos dos brasileiros.
A Anistia começa pela condução da pandemia e cita o pronunciamento que o presidente fez em março do ano passado, minimizando o risco da Covid-19.
“No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar. Nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho”, disse Bolsonaro em 25 de março de 2020.
O documento denuncia a ausência de políticas específicas para determinados grupos. Por exemplo, dados do Ministério da Saúde indicavam uma letalidade maior entre a população negra por causa da Covid, o aumento no número de mortes em favelas, o contágio nas prisões, entre indígenas e a falta de estrutura enfrentada pelos profissionais de saúde.
O número de mortos não parava de aumentar e ministros da Saúde foram trocados por discordar do presidente em relação a medidas de isolamento social e ao uso de medicamentos sem comprovação científica, como a cloroquina. Em abril de 2020, Luiz Henrique Mandetta. O substituto, Nelson Teich, ficou apenas 29 dias no cargo.
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