Publicado Por: Alessandro Douglas

Em 2006, Julian Assange criou a WikiLeaks com intenção de denunciar e expor comportamentos de políticos corruptos. Mas foi em 2016 que o site ganhou maior visibilidade com as eleições presidenciais dos Estados Unidos, mas tudo vira contra Assange quando documentos do Governo americano começam a ser vazados pelo WikiLeaks desagradando a administração do EUA.

Donald Trump foi do amor ao esquecimento com o WikiLeaks. Em 2016, quando o site publicava e-mails que prejudicariam Hilary Clinton, Trump disse “O Wikileaks é como um tesouro escondido”. Tudo mudou quando o site começou a publicar documentos mais sérios relacionados a tortura da CIA, guerra, documentos do Afeganistão e Iraque e documentos do Departamento de Estado. O presidente dos Estados Unidos e seu governo passaram a enxergar Julian Assagen como uma intimidação para o país. Assange recebeu os documentos e apenas os publicou, como qualquer meio de comunicação faria. Por isso, é inevitável afirmar que há uma razão política por trás da prisão de Julian Assange e um ataque à liberdade de imprensa.

A acusação contra Assange envolve 18 incriminações, dentre elas, 17 são como violações de uma lei norte-americana: Ato Contra Espionagem. Algo que não foi levado em conta quando Hillary teve seus e-mails expostos e Donald Trump chegou dizer “WikiLeaks. Amo WikiLeads.” Quem acompanha o caso de Julian Assange entende como uma ameaça do EUA para com imprensa pois o fundador do WikiLeads não assinou nenhum contrato prometendo não divulgar documentos, vendo como uma forma de forçar transparência do governo para população. Mas ao que parece, não é isso que os chefes de estado querem (por mais que digam que sim). O que acontece com Julian pode acontecer com um jornalista de qualquer lugar do mundo que ponha o Estados Unidos em cheque, demonstrando documentos de guerra que ameacem a integridade do país. Assim, qualquer outro país pode tomar o que vem sendo feito com Assange como inspiração e fazer o mesmo para proteger seus segredos, o que demonstraria o início de um enfraquecimento na liberdade de imprensa.

Matéria: Odara Hana

Imagem: Simon Dawson

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