Publicado Por: Alessandro Douglas

por Marcelo Barros

“E o anjo a deixou” (Lucas 1, 38). Assim se conclui o evangelho da festa de Nossa Senhora do Rosário que a Igreja Católica celebra neste dia. Na noite passada, recebemos a notícia de que em Paris, foi para Deus o jornalista José de Broucker, amigo e biógrafo maior do nosso profeta Dom Helder Camara.

No tempo do Concílio Vaticano II, José de Broucker foi a Roma como diretor da revista Informations Catholiques. Entrevistou bispos de todos os continentes. Ao entrevistar Dom Helder, ficou impressionado com a figura do nosso pastor e percebeu a importância singular e fundamental que Dom Helder discretamente exercia para o andamento do Concílio. Ali começou o diálogo que entre eles suscitou uma aproximação que durou toda a vida. No entanto, o próprio José de Broucker afirma que a amizade mesmo floresceu mais tarde e a partir do Recife. Quando em 2009, celebrávamos o centenário do nascimento de Dom Helder, o IHU (Instituto Humanitas) em São Leopoldo, RS, o entrevistou como presidente da Associação Dom Helder Camara, Memória e Atualidade em Paris. Uma das perguntas foi a seguinte:

IHU On-Line – O senhor conheceu Dom Helder na cobertura do Concílio Vaticano II. O que motivou a amizade entre vocês? Pode nos contar um pouco sobre os elos que os uniram durante três décadas?

José de Broucker – Meu primeiro encontro prolongado com Dom Hélder data de 1968, quando fui a Recife para realizar uma pesquisa-retrato do “arcebispo das favelas” a pedido de um editor parisiense (La violence d’un pacifique) [A violência de um pacífico]. Este encontro me fascinou, mas não esgotou a minha curiosidade de jornalista e de cristão: quarenta anos mais tarde, eu a persigo de todas as formas e maneiras. Também colaborei com a edição francesa de vários de seus livros, desde os anos 70. De sua parte, Dom Helder me concedeu a sua confiança e me pediu para ser, de alguma forma, uma “antena” na França, notadamente para preparar e acompanhar suas viagens: eu era, de certa forma, com minha mulher e meus filhos, uma modesta “peça trazida” da “Família Mecejanense”. (ver: http://www.ihuonline.unisinos.br/artigo/2465-jose-de-broucker)

LEIA MAIS: https://domheldercamara.org.br/2021/10/07/partiu-mais-um-anjo-da-profecia/

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