Egresso do curso de Direito aprovado em concurso para juiz federal - Unicap

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Egresso do curso de Direito aprovado em concurso para juiz federal

Publicado Por: Daniel França

O egresso do curso de Direito da Universidade Católica de Pernambuco, Lucas Belfort, foi aprovado no XV Concurso para Juiz Federal Substituto do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5). O certame é reconhecido pelo alto grau de exigência: 1.798 candidatos realizaram a primeira prova, em um processo seletivo marcado por múltiplas etapas e rigor técnico.

Ao avaliar a própria trajetória, Lucas destaca o papel decisivo da formação recebida na Unicap. “A Universidade Católica me forneceu um corpo docente que, além de academicamente invejável, sempre foi muito dedicado aos alunos”, afirma. Para ele, embora a estrutura física e a tradição institucional sejam diferenciais, “a maior riqueza de minha formação foram os professores que tive o prazer de encontrar na Universidade”.

Entre os mestres que marcaram sua caminhada acadêmica, ele cita docentes das áreas de Direito Processual Civil, Constitucional, Penal, Administrativo, Tributário e Internacional, ressaltando que mantém, até hoje, laços de admiração e diálogo com muitos deles.

Confira a entrevista completa do juiz Lucas Belfort ao Boletim Unicap. 

Boletim Unicap - A aprovação no XV Concurso para juiz federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região foi resultado de um processo altamente seletivo, com 1.798 candidatos que efetivamente realizaram a primeira prova. De que forma a formação recebida na Universidade Católica contribuiu para que você estivesse preparado para enfrentar um concurso tão rigoroso?

Lucas Berfort - Sendo  muito franco, não considero que fui um aluno de graduação tão aplicado como gostaria, ou melhor, como hoje gostaria que tivesse sido. Mas a Universidade Católica me forneceu um corpo docente que além de academicamente invejável sempre foi muito dedicado aos alunos. Claro que a estrutura física, sobretudo da nossa biblioteca, umas das melhores do país, e a tradição secular, são fundamentais, mas considero que a maior riqueza de minha formação foram os professores que tive o prazer de encontrar na Universidade, a partir do contato com eles que tudo aconteceu em minha vida acadêmica e profissional.

É até um pouco injusto de minha parte nominá-los, porque certamente esquecerei importantes mestres, mas posso mencionar professores como Ubiratan de Couto Maurício, Manoel Zeferino e Marcos Netto, de Direito Processual Civil; Glauco Salomão, de Direito Constitucional; Alexandre Nunes, de Processo Penal; Flávia Santiago, Gustavo Leão e Theresa Nóbrega, de Direito Administrativo; José Viana Ulisses, de Direito Tributário; Rosa Maria, de Direito Internacional; e tantos outros que lembro com afeto e que conservo relações até hoje.


B.U - Durante sua graduação em Direito na Católica, quais experiências acadêmicas como projetos de pesquisa, extensão, monitorias ou a convivência com professores foram mais determinantes para a construção do seu perfil profissional e para a conquista desse cargo na Justiça Federal?

L.B - Nunca participei formalmente de atividades extracurriculares na Unicap porque desde os primeiros semestres estagiei, de forma que me faltava o tempo necessário para me dedicar à pesquisa. Primeiro em escritório de advocacia e finalizei o curso como estagiário da Justiça Federal de Pernambuco.

Mas dentre os vários mestres, que já citei serem fundamentais e importantíssimos para mim, o contato com o professor Gustavo Carneiro Leão fez me interessar pelo estudo do Direito Administrativo.


Assim, ainda no último ano da graduação fui aprovado no curso de mestrado do programa de pós graduação da Faculdade de Direito do Recife, que iniciei no ano seguinte. Tive a honra de ter o professor Gustavo como um dos orientadores, além de componente da banca de avaliação da dissertação. Como dito, toda minha vida acadêmica e profissional foi talhada nesses encontros e admirações vindos da Universidade Católica.

B.U - O curso de formação inicial do Tribunal Regional Federal da 5ª Região inclui temas como gestão processual, erro judiciário e segurança humana. Em que medida a base humanística e ética construída na Universidade dialoga com esses desafios contemporâneos da magistratura?

L.B - Muitas vezes o jovem aluno da graduação não mensura a diferença e importância que as matérias propedêuticas especialmente ofertadas pela Universidade Católica farão em sua vida, e não me refiro apenas à vida profissional e acadêmica. A tradição humanística da instituição nos é incutida desde o começo e afirmo que foi fundamental para minha formação como cidadão e agora como juiz, conservando valores que cingem o bem estar do ser humano como grave finalidade de todo sistema, teoria, ciência, cargo ou Poder.


B.U - Olhando para sua trajetória desde a graduação até a posse como juiz federal substituto, que conselhos você daria aos atuais estudantes de Direito da Católica que sonham em ingressar na magistratura federal? Como a Universidade pode ser estratégica nessa caminhada?

L.B - Saber e desejar firmemente a carreira que se pretende seguir é boa parte do caminho. A graduação é o momento de procurar saber como funcionam as carreiras jurídicas.

Sugiro não pensar na remuneração monetária da profissão, mas no papel do juiz, tanto como humilde peça de uma engrenagem que é o Poder Judiciário e a República, como na intervenção que sua judicatura efetivamente realiza na vida das pessoas.

Enfim, afirmo que uma boa graduação, com dedicação, é também um bom pedaço do caminho da preparação, ajudará no encurtamento da distância que  nos separa de nosso sonho. No entanto, não se deve a encarar como mera etapa preparatória para um concurso público, pois a cultura geral e jurídica formada na universidade será essencialmente a estrutura intelectual que teremos por toda a vida.

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