“Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida - A narrativa de feminicídios na imprensa brasileira” - Unicap

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null “Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida - A narrativa de feminicídios na imprensa brasileira”

Publicado Por: Sérgio Wanderley

“Histórias de Morte Matada Contadas Feito Morte Morrida - A narrativa de feminicídios na imprensa brasileira”

 

Por: Ana Botelho, integrante da Unilab.com – Agência-Laboratório de Práticas Inovadoras em Comunicação da Unicap 

 

O Brasil é o 5º país em casos de feminicídio do mundo. A cada 6 horas, uma mulher é vítima de uma violência fatal simplesmente por existir e ser quem é. Casos tão recorrentes, carregados de machismo e misoginia, ainda são pautados de forma inadequada nas grandes mídias jornalísticas brasileiras, compostas majoritariamente por homens. 

 

Falar sobre o perigo de ser mulher em nossa sociedade e sobre como a imprensa relata tais casos é primordial para enfrentarmos esta luta. Principalmente ao saber que a mídia hoje é considerada uma das agências informais do sistema de justiça, porque, segundo a procuradora e professora da Universidade de Brasília, Ela Wiecko, a mídia condena, absolve e orienta a investigação dos casos. Por isso, se os veículos estiverem contra nós, mulheres, a batalha estará perdida. 

 

Essa pauta uniu as jornalistas e escritoras Niara de Oliveira e Vanessa Rodrigues a escreverem um livro com narrativas sobre vítimas do feminicídio e de uma imprensa machista que, infelizmente, ainda existe no Brasil. A obra “Histórias de morte matada contadas feito morte morrida”, une relatos dolorosos de mulheres culpabilizadas e desrespeitadas pelos meios de comunicação mesmo após o seu óbito. As 320 páginas compõem um compilado de reflexões a serem debatidas sobre como o modo de relatar uma história de forma justa pode impactar nos índices de violência contra mulheres.

 

As autoras buscaram compreender, a partir de casos verídicos, o porquê da imprensa optar por relatos que reforçam a violência através de julgamentos à vítima, sendo, dessa forma, incoerente com a realidade dos fatos e não beneficiando os direitos garantidos pela Lei n° 13.104/2015, que garante a proteção da vida da mulher.

 

É essencial apontar que o principal papel da imprensa é informar fatos tendo responsabilidade social. Seja em qual for a esfera em foco, é preciso que haja o comprometimento com a verdade. Além disso, está dito no Código de Ética dos Jornalistas brasileiros, que a produção de informações seja feita com atenção aos parâmetros éticos, priorizando sempre as minorias da nossa sociedade. Essas exigências, quando não postas em prática nas coberturas jornalísticas sobre o feminicídio, podem ser consideradas cúmplices da violência contra a mulher.

 

Segundo a professora e presidente da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, Andrea Trigueiro, a representatividade feminina nas redações jornalísticas é uma estratégia para que essas pautas tenham o respeito e o cuidado necessários. Enquanto não tivermos mais mulheres transformando suas lutas em manchetes, os veículos jornalísticos continuarão reproduzindo uma cobertura inapropriada e machista. 


 

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