Publicado Por: Alessandro Douglas

A partir de 2012, comissão analisou violações de direitos humanos na ditadura militar. Apesar de gerar o "melhor documento da história do Brasil recente", país ainda não viu acusados serem punidos, dizem especialistas.

Foram 2 anos e sete meses de trabalhos, resumidos em um relatório de cerca de 2 mil páginas, em que foram apontados 377 responsáveis por crimes durante a ditadura militar brasileira – que durou de 1964 a 1985. O documentou fixou em 434 o número de mortes e desaparecimentos de vítimas do regime.

Há exatos 10 anos, em 16 de maio de 2012, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) iniciava seus trabalhos. No período em que atuou, até dezembro de 2014, colheu 1.120 depoimentos, produziu 21 laudos periciais e realizou 80 audiências públicas. Ao fim de tudo, a CNV recomendou, entre outras coisas, que as Forças Armadas reconhecessem a prática de torturas em instituições mantidas pelo regime militar.

Se, por um lado, a devassa em documentos públicos e oitivas de diversos envolvidos é destacada como positiva, por outro, as duas maiores críticas são a demora para a instituição da comissão – quase 30 anos após o fim da ditadura – e a não punição dos envolvidos.

Saiba mais: https://www.dw.com/pt-br/o-legado-da-comiss%C3%A3o-da-verdade-10-anos-depois/a-61810166

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