Publicado Por: Francisco Ribeiro

Na última terça-feira (08), a Inglaterra se tornou o primeiro país do mundo a iniciar uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19. No Brasil, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), promete que as vacinas estarão disponíveis no estado em janeiro, enquanto o Governo Federal ainda parece não ter um plano concreto de vacinação a nível nacional.

Durante esta semana, a Inglaterra iniciou o primeiro programa de vacinação contra a Covid-19 no mundo, com as vacinas das empresas Pfitzer e BioNTech. A campanha é direcionada aos idosos, profissionais de saúde, e funcionários e residentes de asilos. Entretanto, o país registrou dois casos de reações alérgicas em pessoas imunizadas, e estão alertando os cidadãos que têm alguma alergia à medicamentos e alimentos para não se vacinarem. Os hospitais participantes do programa também foram alertados e preparados para o caso de reações alérgicas em mais pacientes.

No Brasil, a situação é de incerteza. O governo de São Paulo já agendou o início da campanha de vacinação para o dia 25 de janeiro - aniversário da capital do estado. A vacina adquirida por São Paulo é a CoronaVac, produzida pela empresa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Apesar de já estar tudo agendado para o início do programa, o imunizante ainda não tem sua eficácia comprovada, e ainda não foi aprovado pela Anvisa.

Segundo João Doria, qualquer cidadão poderá ser vacinado, mesmo que não seja residente do estado. O governador também confirmou que está negociando a venda da vacina para 11 outros estados brasileiros que demonstraram interesse na vacina, assim como a Argentina.

O Ministério da Saúde publicou na semana passada o programa nacional de vacinação que teria início em março de 2021, dois meses após o início em São Paulo, e que terminaria suas fases iniciais em dezembro do mesmo ano. O Governo Federal possui apenas dois acordos para vacinas em uso nacional - com o mecanismo CoVax e a empresa AstraZenica. Segundo o ministro da saúde Eduardo Pazuello, o programa de vacinação pode começar ainda em 2020, caso alguma vacina consiga aprovação para uso emergencial e forneça ao Brasil.

Em carta, um grupo de cientistas e pesquisadores brasileiros que auxiliam o Ministério da Saúde na elaboração das vacinas pede que a CoronaVac também seja adquirida pelo Governo Federal. O grupo teme que a disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria interfiram na imunização do povo brasileiro.

Com a iniciativa do estado de São Paulo, outros estados estão criando programas de vacinação autônomos, desligados do Governo Federal. A falta de coordenação e diálogo entre os estados e o Governo Federal pode prejudicar o andamento das campanhas de vacinação.

TEXTO: Guilherme Anjos

 

 

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